Cézar Rocco: do Futebol para o Rádio

 


Em comemoração ao dia do Rádio  em 25 de setembro, o Balainho de Histórias convidou alguns grandes nomes do rádio em Monlevade e região para falar sobre um dos meios de comunicação que está presente há décadas nos lares dos brasileiros. Há algum tempo atrás, as pessoas ouviam o rádio e imaginavam como seria o locutor ou locutora, mas hoje, com o acesso à internet, é fácil reconhece-los pelas mídias sociais. Além disso, há vários programas que são retransmitidos pelo youtube e em outras redes, o que proporcionou que o rádio estivesse mais próximo do ouvinte.  Do radinho de pilha à internet, o rádio sempre teve um lugar cativo na memória afetiva das pessoas.

Neste primeiro bloco de entrevistas, trazemos o goiano com coração mineiro,  Cícero Cézar dos Santos, ou melhor, Cézar Rocco, da rádio Alternativa 1 FM em João Monlevade.  O Rocco é uma variação de rouco pois ele tinha um apelido de “Pato Rouco”. Como radialista, ele precisava de um nome composto para a apresentação, assim, nascia o César Rocco.  

Com formação em Técnico de Segurança do Trabalho já tendo atuado na área, Cézar é também bombeiro civil profissional. Na juventude, foi jogador de futebol pelo Democrata de Sete Lagoas bem como o o Operário de Mato Grosso do Sul e quase foi um jogador profissional. Porém, César se realizou profissionalmente na área da comunicação.  “Tive muitas dificuldades, como todo mundo tem. No final, tive que escolher entre trabalhar ou continuar tentando no futebol. Minha mãe dizia que caso eu não me realizasse com as pernas (quase foi jogador profissional),  eu me destacaria pela voz”, conta César.


Com o seu programa “ Bom Dia Alternativa” que inicia as manhãs de segunda a sexta, o radialista tem criado um personagem nos estúdios que chama a atenção com as brincadeiras, piadas e contando com a participação ativa do ouvinte. Neste quadro, ele tem um colega nos estúdios que é o “Bigode”.  O Bigode nada mais é um amigo dos comunicadores da emissora e que possui uma lanchonete em frente à rádio (Big Lanches). Cézar conta que o local sempre foi o “point” da turma da rádio e com a convivência, o amigo e também radialista Mauro Vitulo imitava o dono da lanchonete com uma voz mais grave. E, um dia, O César brincou e inseriu o Bigode no momento das brincadeiras em seu programa no intervalo entre as 10h às 11h. Esta ideia que surgiu de maneira tão espontânea gera uma participação cativa dos ouvintes. Há aquelas que são consideradas até as musas do programa por serem fãs de carteirinha.

Mas este rapaz que quase foi jogador de futebol iniciou sua história com o rádio na cidade onde foi criado, Barão de Cocais. Cézar conta que sempre foi uma pessoa muito comunicativa desde criança. E, na escola, ainda na adolescência, chamava a atenção pela dicção e tom mais grave.  “Quando era para ler algum texto, os colegas sempre apontavam para mim. Nas gincanas estudantis por exemplo, o microfone sempre estava em minha mão”, conta. O primeiro contato com o rádio foi em uma emissora comunitária em Barão de Cocais a “Morro Grande” no ano de 1997 e um ano e meio depois ele foi convidado para trabalhar na rádio Transamérica em Santa Bárbara. Depois, o amigo Mauro Vitulo que já estava trabalhando na rádio Alternativa o chamou para tentar um teste na emissora em Monlevade. “ Naquela época bati um bom papo com Weber Ferreira que estava a frente da rádio e no dia 8 de fevereiro de 2001 iniciei na Alternativa”. Com muito carinho, ele lembra com gratidão das pessoas que estiveram a frente das emissoras em que trabalhou como o Seu Juvenal e Sérgio da Transamérica e também do Josimar da primeira emissora em que trabalhou em Barão de Cocais. Além deles, o radialista destaca as inúmeras amizades que fez ao longo da vida profissional. Pessoas que o ensinaram e que estiveram sempre ao lado nas emissoras em que trabalhou. 

Cézar explica que todos os dias o rádio traz emoções. Mas ele relembra emocionado uma passagem especial que lhe trouxe muitas alegrias e claro,  saudade.  “Era meu aniversário. Ano de 1997 e minha amiga irmã “Cidoca” que não está mais entre nós,  me ligou na rádio que eu trabalhava em Barão de Cocais e me pediu uma música. Ela falava de orelhão na rua e falou umas palavras tão bonitas me desejando felicidades. Eu já estava quase chorando. Logo quando ela terminou de falar, chamou outras pessoas ao telefone. Umas 15 pessoas entre crianças e adultos me desejaram felicidades. Naquele dia eu chorei como criança no ar. Foi muito emocionante”, conta Cézar.




Quer conhecer mais o trabalho do Cézar Rocco?

Sintonize na rádio Alternativa https://www.alternativa1fm.com.br

Facebook:https://www.facebook.com/cezar.rocco.3

Instagram: https://www.instagram.com/cezarrocco/

Youtube: Cézar Rocco 





Comentários

  1. Que historia linda, dona Vera tinha Razao; como se diz....coraçao de mãe nao se engana.Sou sua fã amiga, torço por vc sempre.Fico muito feliz com todas suas conquistas e eu sei que com seu talento maravilhosa, muito mais virao @ cesinha vc merece tudo isso e muito mais. Bj❤

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