Força e Doçura das mulheres de Córregos

Zeni e dona Geralda produzem doces na comunidade de Córregos 
fotos: Regiane Ferreira
 

Quem chega ao distrito de Córregos, em Conceição do Mato Dentro, já sente o aroma dos doces fabricados pelas mãos das moradoras Geralda Iracema de Jesus,  e Zeni Tadeu da Silva. E é na cozinha com a colher de madeira nas mãos, que as doceiras contam quais os doces fabricados: mamão, goiaba, leite pastoso, coco, pé de moleque, cidra, abacaxi, tronco de mamão, figo e até light.


Geralda, uma das  mais experientes na cozinha, já trabalhava com doces há mais de 40 anos e os vendia na comunidade, na cidade e na feira. “Fazia doces para os meus filhos venderem na rua”, explica. Revirando o baú de histórias, Geralda relembra quando iniciou a venda dos doces. “Tenho até vergonha de falar, pois quando comecei essa venda de doces, levei ao Mercado e só vendi dois potinhos e uns quatro biscoitos. Pensei comigo que isso não iria dar em nada”, conta relembrando que conversando com um amigo, ele a incentivou a não parar a venda, pois no início as dificuldades aparecem. “Firmei e disse que iria insistir. Já pensou se eu tivesse desistido naquela época?” conta emocionada a doceira que hoje é conhecida pelos doces deliciosos. 

Os doces de Córregos agradam muito os turistas  que chegam ao povoado, quanto os moradores e também os compradores que levam potes para serem revendidos em outros municípios. Além disso, elas seguem todas as sextas para o Mercado de Conceição para vender os saborosos doces de Córregos.  “Há mais pessoas lá vendendo doces e cada qual tem a sua qualidade. Acreditamos no nosso”, acrescenta Zeni. 

     Com a pandemia do novo Coronavírus, Zeni conta que a fabricação dos doces  continuam, porém em escala menor. Mesmo assim, ela conta com a ajuda da filha nos trabalhos.

 

Quer conhecer Córregos? Acesse o site abaixo 

http://cmd.mg.gov.br/distritos/corregos


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